Manter as entradas e saídas de mercadorias organizadas é uma das bases para um controle de estoque eficiente. Quando a empresa sabe exatamente quando cada produto entrou, onde ele está armazenado e qual unidade deve sair primeiro, torna-se mais fácil reduzir perdas, evitar acúmulos e manter as informações de estoque próximas da realidade.
Esse cuidado se torna ainda mais importante em empresas que trabalham com grande quantidade de produtos ou com mercadorias que possuem prazo de validade. Supermercados, distribuidoras, indústrias, farmácias, atacadistas, varejistas e outros negócios podem receber diferentes lotes de um mesmo item ao longo do mês. Sem um critério definido de saída, produtos recém-recebidos podem ser vendidos antes daqueles que estão armazenados há mais tempo.
Esse tipo de situação favorece o aumento de mercadorias paradas. Dependendo do produto, também pode provocar vencimentos, deterioração, obsolescência ou necessidade de realizar descontos para liberar itens que permaneceram por muito tempo no estoque.
Por esse motivo, é importante estabelecer métodos que determinem a sequência em que as mercadorias serão movimentadas. Entre as alternativas disponíveis, entender o que é fifo estoque ajuda a compreender uma das formas mais conhecidas de organizar a ordem de saída dos produtos.
FIFO é a sigla para a expressão inglesa “First In, First Out”, que pode ser traduzida como “Primeiro que Entra, Primeiro que Sai”. No Brasil, esse conceito também é conhecido como PEPS. Na prática, significa que as mercadorias recebidas primeiro devem ter prioridade na saída.
Imagine, por exemplo, que uma empresa receba 50 unidades de determinado produto na segunda-feira e outras 100 unidades na sexta-feira. Seguindo a lógica FIFO, as 50 unidades recebidas primeiro devem ser priorizadas nas próximas vendas ou expedições antes que as unidades do segundo recebimento comecem a sair.
Essa organização pode acontecer tanto no ambiente físico quanto no controle digital. No estoque físico, a empresa precisa posicionar as mercadorias de maneira que os produtos mais antigos sejam facilmente identificados e retirados. Já no sistema de gestão, datas de entrada, lotes, quantidades e movimentações podem ser registrados para facilitar o acompanhamento.
Os dois controles precisam trabalhar de maneira alinhada. Não adianta o sistema indicar que determinado lote deve sair primeiro se, fisicamente, os produtos estiverem armazenados sem qualquer ordem. Da mesma forma, uma organização física eficiente perde parte de sua utilidade quando as movimentações não são registradas corretamente.
Ao longo deste conteúdo, será possível entender como funciona o FIFO, como aplicá-lo na rotina da empresa, quais são suas principais vantagens, quais cuidados são necessários e como ele se diferencia de outros métodos utilizados na gestão de estoque. Também serão apresentados exemplos práticos, formas de implantação e boas práticas para manter as entradas e saídas organizadas.
O que é FIFO Estoque e como esse método funciona?
Compreender o que é fifo estoque significa entender uma metodologia que determina uma ordem específica para a saída das mercadorias. A lógica é relativamente simples: os produtos que entram primeiro no estoque devem ser priorizados quando ocorrer uma venda, transferência, consumo na produção ou expedição.
O método busca impedir que mercadorias antigas permaneçam esquecidas enquanto unidades mais novas são movimentadas continuamente. Para que isso funcione, entretanto, é necessário combinar registros corretos com uma organização física adequada.
O FIFO pode ser aplicado em diferentes tipos de empresas e não está restrito aos produtos perecíveis. Mesmo mercadorias sem prazo de validade podem perder valor comercial, ficar ultrapassadas, sofrer alterações de embalagem ou ocupar espaço por períodos muito longos.
Significado da sigla FIFO
FIFO vem da expressão “First In, First Out”. Em tradução direta, significa “Primeiro que Entra, Primeiro que Sai”. No Brasil, também é comum encontrar o termo PEPS, que utiliza exatamente essa tradução.
A lógica considera a sequência cronológica das entradas. Dessa forma, o lote mais antigo de determinado produto possui prioridade sobre os lotes recebidos posteriormente.
Para compreender melhor, considere uma empresa que recebe três lotes do mesmo item:
- primeiro lote recebido no início do mês;
- segundo lote recebido na metade do mês;
- terceiro lote recebido no final do mês.
Se ainda existem unidades dos três lotes disponíveis, a saída deve começar pelo primeiro. Depois que ele for consumido, passa-se para o segundo e, posteriormente, para o terceiro.
Esse processo cria uma sequência contínua de movimentação. Em vez de selecionar os produtos de maneira aleatória, existe um critério definido para determinar quais unidades devem ser retiradas primeiro.
A utilização dessa lógica pode contribuir para diminuir o tempo que as mercadorias permanecem armazenadas. Isso é particularmente importante quando o estoque recebe reposições frequentes de um mesmo produto.
Embora seja bastante associado à validade, o FIFO utiliza principalmente a ordem de entrada como referência. Por isso, não deve ser confundido automaticamente com métodos que priorizam exclusivamente a data de vencimento. Em determinadas operações, a empresa pode precisar considerar outros critérios além da data de recebimento.
Como funciona o FIFO na prática
A utilização do FIFO começa no momento em que uma mercadoria é recebida. Para aplicar corretamente o método, a empresa precisa saber quando cada lote entrou no estoque e manter essa informação disponível durante as movimentações posteriores.
No recebimento, os produtos devem ser conferidos e registrados. Informações como data de entrada, quantidade, lote e validade, quando aplicável, ajudam a identificar as mercadorias ao longo de sua permanência no estoque.
Depois do registro, ocorre o armazenamento. Os produtos precisam ser posicionados de uma forma que permita retirar as unidades mais antigas sem grandes dificuldades. Colocar constantemente os itens novos à frente dos antigos, por exemplo, pode dificultar a aplicação do método.
Uma organização possível consiste em posicionar os novos recebimentos atrás das unidades mais antigas ou definir endereços específicos para cada lote. A configuração ideal dependerá do espaço disponível, do tipo de produto e da estrutura logística da empresa.
Quando acontece uma venda ou expedição, a equipe identifica qual lote entrou primeiro e ainda possui saldo. As unidades desse lote recebem prioridade. Somente depois de sua saída é que o próximo lote passa a ser utilizado.
Considere um exemplo simples. Uma distribuidora possui:
- 30 unidades recebidas no dia 2;
- 50 unidades recebidas no dia 8;
- 70 unidades recebidas no dia 15.
Se um cliente comprar 40 unidades, o método determina que as 30 unidades do primeiro recebimento sejam utilizadas inicialmente. As 10 unidades restantes necessárias para completar o pedido serão retiradas do lote recebido no dia 8.
Após essa movimentação, o estoque deve ser atualizado. Nesse exemplo, permaneceriam 40 unidades do segundo lote e 70 unidades do terceiro.
Essa atualização é indispensável. Caso uma saída física aconteça sem o respectivo registro, o saldo do sistema poderá indicar produtos que não estão mais disponíveis. Com o tempo, a divergência dificulta a identificação do lote correto e pode comprometer toda a sequência do FIFO.
Por isso, o método depende de algumas etapas básicas: recebimento, identificação, armazenamento, separação, saída e atualização do saldo. Quando uma delas não é executada corretamente, a ordem das mercadorias pode ser perdida.
FIFO no estoque físico e no sistema
A aplicação de o que é fifo estoque envolve dois aspectos que precisam trabalhar em conjunto: a organização física das mercadorias e o registro das informações.
No estoque físico, o objetivo é tornar as unidades mais antigas acessíveis. A empresa pode organizar prateleiras, corredores, posições ou endereços de armazenamento para facilitar a identificação e retirada dos primeiros produtos recebidos.
Uma prática comum é evitar que as mercadorias novas sejam colocadas diretamente na frente dos produtos antigos. Caso isso aconteça, o funcionário pode acabar retirando sempre os itens que chegaram por último simplesmente porque estão mais acessíveis.
A identificação dos lotes também facilita esse processo. Dependendo da operação, etiquetas, códigos de barras, datas de recebimento, informações de validade e endereçamento podem ajudar os responsáveis pela separação a encontrar as unidades corretas.
O sistema, por outro lado, concentra as informações necessárias para acompanhar as movimentações. Cada entrada pode registrar dados relacionados ao recebimento e cada saída pode atualizar as quantidades disponíveis.
Com um histórico organizado, a empresa consegue consultar quando determinado lote entrou, quantas unidades foram movimentadas e qual quantidade ainda permanece disponível. Esse acompanhamento reduz a dependência de controles paralelos e facilita a conferência do estoque.
Sistemas também podem auxiliar no controle de lotes, datas de validade e histórico das movimentações. Dessa maneira, o responsável pelo estoque tem mais informações para identificar qual mercadoria deve ser separada primeiro.
É importante destacar que o sistema não substitui a organização física. Se o registro indicar um lote antigo, mas a equipe não conseguir encontrá-lo no armazém, a operação continuará enfrentando dificuldades. Da mesma forma, organizar corretamente as prateleiras sem registrar as saídas pode gerar diferenças entre o estoque físico e o saldo apresentado digitalmente.
O melhor resultado ocorre quando recebimento, armazenamento e movimentação seguem o mesmo padrão. Cada produto que entra deve ser corretamente identificado, armazenado de acordo com sua sequência e movimentado com o respectivo registro.
Assim, o FIFO deixa de ser apenas uma regra teórica e passa a fazer parte da rotina operacional da empresa, ajudando a estabelecer uma sequência mais previsível para entrada, permanência e saída das mercadorias.
Qual é a importância do FIFO para o controle de estoque?
Entender o que é fifo estoque também envolve compreender por que esse método pode ser importante para a organização das mercadorias. A lógica de priorizar a saída dos produtos que entraram primeiro ajuda a criar uma sequência mais organizada de movimentação, evitando que itens antigos permaneçam armazenados enquanto mercadorias mais novas são utilizadas.
Em operações com muitos produtos, diferentes lotes e entradas frequentes, a falta de um critério de saída pode aumentar o risco de acúmulos, vencimentos e divergências. Quando cada colaborador escolhe aleatoriamente qual unidade retirar, alguns produtos podem permanecer no estoque por muito mais tempo do que o necessário.
O FIFO estabelece uma ordem que pode ser seguida desde o recebimento até a venda, expedição ou consumo interno. Essa padronização facilita o acompanhamento do estoque e contribui para tornar as informações mais confiáveis.
Redução de produtos parados
Um dos principais problemas encontrados na gestão de estoque é a permanência de produtos sem movimentação por períodos prolongados. Isso pode acontecer mesmo quando o item possui vendas frequentes.
Imagine que determinada mercadoria seja recebida semanalmente. Se os colaboradores retirarem sempre as unidades que chegaram mais recentemente porque elas estão posicionadas na frente da prateleira, os produtos antigos podem permanecer no fundo do estoque durante semanas ou meses.
O FIFO ajuda a evitar essa situação ao estabelecer que os primeiros itens recebidos devem ter prioridade na saída.
Assim, sempre que uma nova venda ou expedição acontecer, a empresa procura movimentar primeiro o estoque mais antigo antes de utilizar as unidades recém-recebidas.
Essa prática também facilita a identificação de produtos que realmente apresentam baixo giro. Se o método estiver sendo utilizado corretamente e determinada mercadoria continuar armazenada por muito tempo, isso pode indicar a necessidade de avaliar fatores como demanda, quantidade comprada ou frequência de reposição.
Produtos parados representam capital investido que permanece imobilizado. Além disso, ocupam espaço físico que poderia ser utilizado para mercadorias com maior demanda. Por isso, controlar a sequência de saída pode contribuir para uma gestão mais eficiente do espaço e dos recursos utilizados no estoque.
Controle de validade
O cuidado com a validade é especialmente importante em empresas que trabalham com alimentos, bebidas, medicamentos, produtos de higiene, cosméticos, matérias-primas e outras mercadorias que possuem prazo definido para utilização ou comercialização.
Quando diferentes lotes de um mesmo produto são armazenados juntos, existe o risco de uma mercadoria mais nova ser retirada antes da mais antiga. Caso isso aconteça repetidamente, as unidades antigas podem permanecer no estoque até se aproximarem da data de vencimento.
Ao utilizar a ordem de entrada como referência, a empresa reduz a possibilidade de manter produtos antigos esquecidos.
Para que esse controle funcione, é importante registrar corretamente as informações no recebimento. Além da quantidade, podem ser registrados dados como lote, data de entrada e validade.
Entretanto, FIFO e controle de validade não são exatamente a mesma coisa. Em algumas situações, um produto recebido posteriormente pode possuir uma validade menor do que outro recebido anteriormente. Nesses casos, a empresa pode precisar considerar também a data de vencimento para definir a prioridade de saída.
Portanto, o método contribui para o controle, mas deve ser combinado com as características específicas das mercadorias armazenadas.
Melhoria do giro de estoque
O giro representa a velocidade com que as mercadorias entram e saem da empresa. Um estoque bem administrado procura evitar tanto a falta de produtos quanto o excesso de itens armazenados sem necessidade.
A aplicação do FIFO contribui para esse processo porque estabelece uma sequência contínua de movimentação. Em vez de manter unidades antigas enquanto os novos recebimentos são vendidos, a empresa utiliza inicialmente aquilo que já estava disponível.
Isso cria uma circulação mais organizada dos produtos.
Imagine um item com reposições realizadas três vezes durante o mês. Se não houver controle, unidades dos três recebimentos podem ser misturadas e movimentadas sem qualquer ordem. Com o FIFO, cada lote é consumido seguindo sua sequência de entrada.
Além de facilitar a movimentação, essa organização ajuda na análise da necessidade de compras. Quando os saldos estão corretamente registrados e os lotes são utilizados de maneira ordenada, a empresa consegue visualizar com maior clareza quais quantidades ainda estão disponíveis.
O acompanhamento do giro também permite identificar mercadorias com comportamento diferente do esperado. Produtos que permanecem armazenados por períodos elevados podem exigir revisão da quantidade adquirida, do estoque mínimo ou da frequência de reposição.
Redução de perdas
As perdas de estoque podem ter diversas origens, e algumas delas estão diretamente relacionadas ao tempo durante o qual uma mercadoria permanece armazenada.
O vencimento é um exemplo comum. Se produtos antigos não forem priorizados, podem ultrapassar a validade antes de serem vendidos ou utilizados.
Também existe a deterioração. Dependendo das características do produto e das condições de armazenamento, permanecer por longos períodos no estoque pode aumentar a possibilidade de danos ou perda de qualidade.
Outro problema é a obsolescência. Mercadorias podem continuar em boas condições físicas, mas perder relevância comercial devido à chegada de novos modelos, tecnologias ou versões.
O armazenamento prolongado também representa riscos adicionais. Quanto mais tempo um item permanece no estoque, maior pode ser sua exposição a avarias, mudanças de embalagem, manipulação inadequada ou dificuldades de localização.
Empresas que trabalham com moda, calçados, acessórios e produtos sazonais ainda precisam considerar mudanças de coleção. Uma mercadoria de uma temporada anterior pode se tornar mais difícil de vender depois da chegada de uma nova linha.
O FIFO não elimina sozinho todas essas situações, mas ajuda a reduzir sua ocorrência ao evitar que itens antigos sejam constantemente deixados para trás.
Maior rastreabilidade
A rastreabilidade consiste na capacidade de acompanhar o histórico de determinada mercadoria durante suas movimentações.
Com uma rotina de FIFO bem estruturada, a empresa consegue manter uma sequência mais clara entre recebimento, armazenamento e saída.
Ao registrar as entradas, podem ser armazenadas informações como:
- data do recebimento;
- fornecedor;
- quantidade;
- lote;
- validade;
- localização;
- custo de entrada.
Nas saídas, o controle pode indicar qual quantidade foi retirada e qual lote participou da movimentação.
Esses registros facilitam diferentes tipos de conferência. Caso seja encontrada uma divergência, por exemplo, o responsável pode consultar o histórico para verificar quando o produto entrou, quais movimentações ocorreram e qual deveria ser o saldo atual.
A rastreabilidade também se torna importante quando existe a necessidade de localizar produtos pertencentes a um lote específico. Em vez de depender apenas de verificações manuais, a empresa pode utilizar o histórico das movimentações para identificar onde determinado item foi utilizado ou comercializado.
Para isso, a organização física precisa acompanhar os registros do sistema. Se os lotes forem misturados sem identificação ou se entradas e saídas não forem registradas corretamente, a rastreabilidade será prejudicada.
Dessa forma, entender o que é fifo estoque vai além de conhecer a regra de que o primeiro produto recebido deve ser o primeiro a sair. O método também pode fazer parte de uma rotina mais ampla de controle, envolvendo organização física, identificação de mercadorias, registro das movimentações, acompanhamento dos lotes e monitoramento do tempo de permanência dos produtos no estoque.
Como aplicar o FIFO no estoque de uma empresa?
Depois de compreender o que é fifo estoque, o próximo passo é transformar o conceito em uma rotina prática dentro da empresa. A aplicação do método depende principalmente de organização, identificação dos produtos e registro correto das movimentações.
Não basta determinar que os itens mais antigos devem sair primeiro. Para que isso aconteça de maneira consistente, é necessário saber quando cada mercadoria entrou, onde está armazenada, a qual lote pertence e quantas unidades ainda estão disponíveis.
Por isso, o FIFO deve fazer parte de todo o fluxo do estoque, começando no recebimento e seguindo pelo armazenamento, separação e registro da saída.
Registrar corretamente todas as entradas
A aplicação do FIFO começa no recebimento das mercadorias. Cada entrada precisa ser registrada com informações suficientes para que a empresa consiga identificar posteriormente quais produtos chegaram primeiro.
Entre os principais dados que podem ser controlados estão:
- data de entrada;
- quantidade recebida;
- fornecedor;
- número do lote;
- validade, quando aplicável;
- localização da mercadoria no estoque.
A data de entrada é uma das informações mais importantes para o método, pois permite estabelecer a sequência dos recebimentos. Quando existem vários lotes do mesmo produto, é essa informação que ajuda a identificar qual deles deve receber prioridade na saída.
O controle da quantidade também precisa ser preciso. Se a empresa recebeu 100 unidades de determinado lote, mas registrou apenas 80, o saldo ficará diferente do estoque físico e poderá prejudicar toda a sequência das movimentações.
O fornecedor e o lote ajudam na rastreabilidade. Caso exista algum problema com uma mercadoria específica, essas informações facilitam a identificação da origem dos produtos.
Já a validade precisa ser observada especialmente em mercadorias perecíveis ou que possuam período determinado de utilização. Mesmo utilizando FIFO, a empresa deve conferir se existe algum produto com vencimento anterior que precise ter prioridade.
A localização também pode fazer diferença. Registrar corredor, prateleira, posição ou endereço de armazenamento facilita encontrar rapidamente o lote correto durante a separação.
Quanto mais organizadas estiverem as entradas, menor será a dependência de conferências manuais para descobrir quais produtos devem sair primeiro.
Organizar fisicamente as mercadorias
O controle no sistema precisa corresponder à realidade encontrada no estoque físico. Se as mercadorias estiverem armazenadas de maneira desorganizada, os operadores poderão ter dificuldade para seguir a sequência correta.
Uma das práticas mais importantes é posicionar os produtos antigos em locais de fácil acesso.
Imagine uma prateleira que recebe reposições frequentes. Se cada nova mercadoria for colocada diretamente na frente das unidades anteriores, os funcionários provavelmente retirarão primeiro os itens mais novos.
Com o passar do tempo, os produtos antigos ficam acumulados no fundo da prateleira.
Para evitar essa situação, as novas entradas podem ser posicionadas atrás dos produtos que já estavam armazenados ou em posições específicas conforme a data de recebimento.
Em estoques maiores, também pode ser utilizado o endereçamento. Nesse modelo, cada lote ou grupo de mercadorias recebe uma localização determinada, facilitando a separação na sequência adequada.
A organização física deve considerar ainda:
- facilidade de acesso;
- características dos produtos;
- peso e tamanho das mercadorias;
- frequência de movimentação;
- condições de armazenamento;
- segurança durante a retirada.
O objetivo é fazer com que seguir o FIFO seja uma consequência natural da organização do estoque, e não uma tarefa difícil para os operadores.
Identificar produtos por lote ou data
A identificação das mercadorias é fundamental para saber quais unidades entraram primeiro. Em operações pequenas, a data de recebimento pode ser suficiente. Já em estoques com maior volume, trabalhar com lotes e códigos facilita o acompanhamento.
Etiquetas podem trazer informações importantes para os responsáveis pela movimentação, como data de entrada, lote e validade.
Outra possibilidade é utilizar códigos de barras. Com leitores ou coletores, a identificação pode ser realizada com maior agilidade durante recebimentos, transferências, inventários e saídas.
Independentemente da tecnologia utilizada, é importante que exista uma forma clara de diferenciar mercadorias iguais recebidas em momentos diferentes.
Por exemplo, uma empresa pode possuir 500 unidades do mesmo produto, mas elas podem estar divididas em três lotes:
- 100 unidades recebidas em uma primeira data;
- 150 unidades recebidas posteriormente;
- 250 unidades pertencentes ao recebimento mais recente.
Visualizar apenas o saldo total de 500 unidades não é suficiente para aplicar corretamente o FIFO. A empresa precisa conseguir identificar a composição desse estoque.
Essa separação permite acompanhar quais lotes ainda possuem saldo e quais devem ser utilizados nas próximas movimentações.
Priorizar os itens mais antigos na separação
A separação é o momento em que a lógica do método efetivamente precisa ser aplicada.
Quando uma venda, transferência ou expedição é realizada, o operador deve retirar inicialmente as mercadorias que chegaram primeiro.
Para isso, a equipe precisa conhecer o procedimento definido pela empresa e conseguir identificar rapidamente o lote correto.
Se existirem 30 unidades de um lote antigo e o pedido exigir 50 unidades, por exemplo, a separação pode utilizar todas as 30 unidades desse primeiro lote e completar a quantidade necessária com 20 unidades do lote seguinte.
Assim, os estoques mais antigos são consumidos gradualmente antes dos novos.
É importante padronizar esse procedimento para evitar que cada funcionário utilize um critério diferente. Uma orientação operacional pode definir como os lotes devem ser consultados, quais posições devem ser acessadas primeiro e como agir quando houver diferenças entre o sistema e o estoque físico.
A aplicação de o que é fifo estoque depende dessa disciplina operacional. Mesmo com registros corretos, retirar o lote errado pode interromper a sequência planejada.
Registrar corretamente as saídas
A última etapa é garantir que toda retirada física seja refletida no controle de estoque.
Quando uma mercadoria é vendida, transferida, utilizada na produção ou retirada por outro motivo, a quantidade correspondente precisa ser baixada do lote correto.
Esse cuidado mantém o saldo atualizado e permite saber quais unidades ainda estão disponíveis.
Se uma empresa retirar 20 unidades do primeiro lote fisicamente, mas registrar a saída no lote mais recente, o saldo total pode até continuar correto, porém a composição por lote ficará incorreta.
Isso pode fazer o sistema indicar que existem produtos antigos que, na realidade, já foram movimentados.
Por esse motivo, o registro deve acompanhar exatamente o que ocorreu fisicamente.
Também é importante controlar outras movimentações que interferem no saldo, como:
- devoluções;
- transferências;
- cancelamentos;
- perdas;
- avarias;
- ajustes de inventário.
Ao integrar recebimento, identificação, armazenamento, separação e registro das saídas, a empresa consegue aplicar o FIFO de maneira mais consistente e manter uma sequência clara para a movimentação de suas mercadorias.
Exemplo prático de FIFO Estoque
Depois de compreender o que é fifo estoque, um exemplo prático ajuda a visualizar como o método funciona durante as entradas e saídas de mercadorias. A principal regra é simples: os produtos que foram adquiridos ou recebidos primeiro devem ter prioridade na saída antes dos lotes mais recentes.
Considere uma empresa que comercializa um determinado produto e realiza três compras em momentos diferentes. Como os custos de aquisição variaram entre os recebimentos, cada lote possui um valor unitário diferente.
| Entrada | Quantidade | Custo unitário |
|---|---|---|
| Primeiro lote | 100 unidades | R$ 10 |
| Segundo lote | 150 unidades | R$ 11 |
| Terceiro lote | 200 unidades | R$ 12 |
Antes de qualquer venda, essa empresa possui 450 unidades em estoque. Entretanto, o saldo não deve ser analisado apenas como uma quantidade total, pois ele é composto por três entradas diferentes.
A composição inicial é:
- 100 unidades do primeiro lote;
- 150 unidades do segundo lote;
- 200 unidades do terceiro lote.
Agora considere que a empresa realize uma venda de 180 unidades.
Utilizando o FIFO, a separação não começa pelos produtos mais recentes. A empresa deve utilizar inicialmente as unidades que pertencem ao primeiro lote recebido.
Dessa forma, as primeiras 100 unidades da venda são retiradas do primeiro lote. Como o pedido possui 180 unidades, ainda faltam 80 unidades para completar a quantidade vendida.
Essas 80 unidades são retiradas do segundo lote.
A movimentação fica organizada da seguinte maneira:
| Lote | Quantidade antes da venda | Quantidade utilizada | Saldo restante |
|---|---|---|---|
| Primeiro lote | 100 | 100 | 0 |
| Segundo lote | 150 | 80 | 70 |
| Terceiro lote | 200 | 0 | 200 |
Portanto, as 180 unidades vendidas foram compostas pelas 100 unidades mais antigas e por outras 80 unidades pertencentes ao segundo recebimento.
O terceiro lote não precisou ser utilizado porque ainda havia quantidade suficiente nos dois primeiros recebimentos.
Esse tipo de controle permite manter uma sequência organizada e reduz o risco de produtos mais antigos permanecerem armazenados enquanto unidades novas são movimentadas.
Como fica o saldo depois da movimentação
Depois da venda de 180 unidades, o estoque total passa de 450 para 270 unidades.
Esse cálculo pode ser feito de maneira simples:
450 unidades iniciais - 180 unidades vendidas = 270 unidades restantes.
Entretanto, para aplicar corretamente o FIFO, é importante compreender também quais lotes formam esse saldo.
Após a movimentação, o primeiro lote não possui mais unidades disponíveis, pois suas 100 unidades foram utilizadas integralmente.
O segundo lote começou com 150 unidades e teve 80 unidades retiradas. Portanto, ainda possui 70 unidades disponíveis.
Já o terceiro lote permanece com suas 200 unidades originais, pois nenhuma delas foi necessária para completar a venda.
Assim, o saldo final fica composto por:
- 70 unidades do segundo lote;
- 200 unidades do terceiro lote;
- total de 270 unidades disponíveis.
Essa composição é importante porque indica qual lote deve ser utilizado na próxima movimentação.
Se uma nova venda de 50 unidades acontecer, por exemplo, essas unidades devem ser retiradas das 70 disponíveis no segundo lote. Depois dessa venda, restariam 20 unidades desse lote e 200 unidades do terceiro.
Se a venda seguinte fosse de 40 unidades, primeiro seriam utilizadas as 20 unidades restantes do segundo lote. As outras 20 unidades necessárias seriam retiradas do terceiro lote.
Essa sequência demonstra que o método não depende apenas de saber o saldo total. É necessário conhecer a origem das unidades disponíveis para determinar corretamente quais produtos devem sair primeiro.
Em operações com muitos produtos, esse acompanhamento pode ser feito por meio de registros de movimentações, controle de lotes e sistemas de estoque. Dessa maneira, cada entrada fica relacionada à respectiva quantidade e data de recebimento.
Como o custo acompanha as saídas no exemplo
O exemplo também permite visualizar a diferença entre os custos das mercadorias movimentadas.
As primeiras 100 unidades utilizadas custaram R$ 10 cada. Portanto:
100 x R$ 10 = R$ 1.000.
As outras 80 unidades pertenciam ao segundo lote e custaram R$ 11 cada:
80 x R$ 11 = R$ 880.
Considerando os valores apresentados no exemplo, o custo correspondente às 180 unidades movimentadas seria:
R$ 1.000 + R$ 880 = R$ 1.880.
Já o estoque restante seria composto por:
- 70 unidades do segundo lote a R$ 11 cada;
- 200 unidades do terceiro lote a R$ 12 cada.
Esse detalhamento mostra por que manter os lotes corretamente registrados pode ser relevante tanto para acompanhar as quantidades quanto para entender a composição das entradas realizadas em diferentes períodos.
Por que esse exemplo representa o FIFO
O exemplo representa o que é fifo estoque porque segue diretamente a regra de priorizar aquilo que entrou primeiro.
O primeiro lote foi recebido antes dos demais. Por esse motivo, suas 100 unidades tiveram prioridade na venda. Somente depois que todas elas foram retiradas foi necessário utilizar parte do segundo lote.
O terceiro lote, por ser o mais recente, permaneceu intacto enquanto ainda existiam unidades dos recebimentos anteriores.
A sequência foi:
primeiro lote → segundo lote → terceiro lote.
Se a empresa começasse a venda utilizando as unidades do terceiro lote, deixando o primeiro armazenado, não estaria seguindo a lógica FIFO.
Na operação real, portanto, não basta controlar apenas a quantidade total disponível. É necessário manter informações que permitam diferenciar os recebimentos e saber qual deles deve ser movimentado primeiro.
Datas de entrada, lotes, etiquetas, endereços de armazenamento e históricos de movimentação podem auxiliar nesse processo.
Também é importante que o estoque físico acompanhe essa sequência. Se o primeiro lote estiver escondido atrás das mercadorias recém-recebidas, por exemplo, o operador pode acabar retirando o produto mais novo por ser mais fácil de alcançar.
Por isso, a aplicação prática do FIFO depende da combinação entre registro e organização. O sistema deve indicar corretamente quais unidades estão disponíveis, enquanto o estoque físico precisa facilitar a retirada dos itens mais antigos.
Com essa rotina, cada nova movimentação continua seguindo a sequência das entradas, evitando que lotes anteriores sejam deixados para trás sem necessidade.
Quais empresas podem utilizar o método FIFO?
Compreender o que é fifo estoque também ajuda a perceber que esse método pode ser utilizado por empresas de diferentes segmentos. Sempre que existe a necessidade de organizar a saída das mercadorias de acordo com a ordem de entrada, o FIFO pode contribuir para tornar o controle mais estruturado.
Embora seja muito associado a produtos perecíveis, sua aplicação não se limita a mercadorias com prazo de validade. O método também pode ser útil para reduzir produtos antigos, evitar acúmulos, melhorar o giro e facilitar o acompanhamento dos lotes.
A forma de aplicação varia conforme o tipo de empresa, o volume movimentado, as características das mercadorias e a estrutura utilizada para armazenagem.
Supermercados e mercados
Supermercados e mercados estão entre os estabelecimentos que podem utilizar o FIFO com frequência. Esses negócios trabalham com grande variedade de produtos e recebem novas mercadorias constantemente.
Alimentos, bebidas, produtos de higiene e outros itens podem permanecer armazenados por períodos diferentes. Sem uma organização adequada, mercadorias recém-recebidas podem ser colocadas à frente das mais antigas e acabar sendo vendidas primeiro.
A utilização do FIFO ajuda a organizar a reposição das prateleiras e o estoque interno. Os produtos mais antigos podem ser posicionados em locais mais acessíveis, enquanto os novos são colocados posteriormente.
Esse cuidado é especialmente importante para itens como:
- leite;
- bebidas;
- massas;
- conservas;
- produtos refrigerados;
- alimentos embalados;
- produtos de limpeza;
- itens com validade definida.
Além da ordem de entrada, supermercados também precisam acompanhar a validade. Quando um lote mais novo possui vencimento anterior ao lote antigo, a data de validade deve ser considerada na decisão de saída.
Distribuidoras
Distribuidoras normalmente trabalham com grandes volumes de entrada, armazenagem, separação e expedição. Também podem possuir diversos lotes do mesmo produto disponíveis ao mesmo tempo.
Nesse cenário, saber exatamente qual mercadoria entrou primeiro facilita a organização das separações.
Uma distribuidora pode receber, por exemplo, 500 unidades de determinado produto em uma semana e outras 700 unidades alguns dias depois. Se não existir um critério definido de saída, os dois lotes podem ser misturados e movimentados aleatoriamente.
Com o FIFO, a equipe consegue priorizar inicialmente as unidades pertencentes ao primeiro recebimento.
Para operações desse porte, podem ser utilizados recursos como endereçamento de estoque, identificação por lote, códigos de barras e históricos de movimentação. Essas informações ajudam a localizar os produtos corretamente e manter a sequência de retirada.
Farmácias
Farmácias precisam manter um controle rigoroso sobre lotes e datas de validade dos produtos armazenados.
Medicamentos e outros itens comercializados no estabelecimento podem possuir datas de vencimento diferentes, mesmo quando pertencem ao mesmo produto.
O FIFO pode contribuir para organizar as entradas, evitando que lotes antigos permaneçam esquecidos enquanto as novas compras são movimentadas.
Entretanto, nesse segmento é importante considerar também o vencimento. Nem sempre o primeiro produto recebido será aquele que vencerá primeiro.
Imagine que um lote recebido em janeiro tenha validade até dezembro, enquanto outro recebido em fevereiro tenha validade até outubro. Nesse caso, a data de vencimento precisa receber atenção especial na definição da prioridade.
Por isso, farmácias podem utilizar a ordem de entrada em conjunto com controles específicos de lote e validade.
Lojas e varejistas
Lojas também podem aplicar o FIFO mesmo quando trabalham com produtos sem prazo de validade.
Roupas, calçados, acessórios, eletrônicos, artigos para casa e outros produtos podem perder valor comercial com o passar do tempo.
Isso acontece principalmente quando existem:
- mudanças de coleção;
- lançamentos de novos modelos;
- alterações de embalagem;
- mudanças de tendências;
- atualizações tecnológicas;
- produtos sazonais.
Uma loja que recebe continuamente novas coleções pode acumular mercadorias antigas se os itens recentes forem sempre priorizados na exposição e nas vendas.
O FIFO ajuda a criar um fluxo em que os produtos armazenados há mais tempo recebem atenção antes das entradas mais recentes, contribuindo para reduzir estoques antigos.
Indústrias
Nas indústrias, o FIFO pode ser utilizado em diferentes etapas da operação.
O método pode auxiliar no controle de matérias-primas utilizadas na fabricação, componentes necessários para montagem e produtos acabados disponíveis para expedição.
Uma matéria-prima recebida anteriormente pode ter prioridade no abastecimento da produção antes da utilização de uma compra mais recente.
Da mesma maneira, produtos fabricados em períodos diferentes podem ser organizados para que as unidades mais antigas sejam expedidas inicialmente.
O controle pode envolver informações como:
- data de entrada;
- lote;
- ordem de produção;
- quantidade;
- localização;
- validade;
- movimentações internas.
Essa organização ajuda a reduzir materiais parados e facilita a rastreabilidade entre recebimento, produção e expedição.
Atacadistas
Atacadistas costumam movimentar grandes quantidades de mercadorias e podem receber diversos lotes do mesmo item.
Por trabalharem com volumes elevados, pequenas falhas repetidas na separação podem provocar acúmulos significativos ao longo do tempo.
Imagine que determinado atacadista receba novos lotes semanalmente. Se os operadores retirarem sempre as caixas que estão mais próximas da área de expedição, os produtos antigos podem permanecer armazenados durante vários ciclos de reposição.
Ao utilizar o FIFO, a empresa estabelece uma sequência para a separação. O lote mais antigo disponível recebe prioridade e, quando seu saldo é finalizado, a movimentação passa para o próximo.
Essa prática pode ser combinada com endereçamento, etiquetas e controle de lotes para facilitar a rotina em armazéns maiores.
E-commerces
O comércio eletrônico também depende de uma organização eficiente do estoque. Mesmo que a venda aconteça pela internet, existe uma operação física responsável por armazenar, separar e enviar as mercadorias.
Quando um pedido é aprovado, os produtos precisam ser localizados e encaminhados para a separação.
Nesse momento, o FIFO pode ajudar a definir quais unidades devem ser utilizadas.
Se um e-commerce possui 30 unidades antigas e recebe outras 100 unidades do mesmo produto, por exemplo, as primeiras 30 podem receber prioridade nos próximos pedidos antes que o novo lote comece a ser movimentado.
Essa organização pode ser importante principalmente para lojas online com:
- alto volume de pedidos;
- vários centros de armazenagem;
- grande quantidade de produtos;
- diferentes lotes;
- reposições frequentes.
Quando o controle de estoque está integrado aos pedidos, a empresa também consegue atualizar os saldos conforme as vendas são processadas.
Dessa maneira, supermercados, distribuidoras, farmácias, lojas, indústrias, atacadistas e e-commerces podem adaptar o FIFO às características de suas operações. O ponto principal é manter as entradas identificadas, organizar adequadamente os produtos e registrar as saídas de forma consistente.
FIFO, FEFO e LIFO: quais são as diferenças?
Ao entender o que é fifo estoque, também é importante conhecer outros métodos utilizados para definir a ordem de saída das mercadorias. FIFO, FEFO e LIFO possuem lógicas diferentes e podem atender necessidades específicas conforme o tipo de produto, a estrutura de armazenamento e a rotina operacional da empresa.
Embora os três métodos estejam relacionados à movimentação de estoque, o critério utilizado para determinar qual item deve sair primeiro muda em cada caso. O FIFO considera a ordem de entrada, o FEFO observa principalmente a data de validade e o LIFO prioriza os itens recebidos mais recentemente.
Conhecer essas diferenças ajuda a empresa a escolher um modelo mais compatível com suas mercadorias e a reduzir problemas relacionados a produtos parados, vencimentos, dificuldades de rastreamento ou movimentações realizadas sem um padrão definido.
FIFO
FIFO significa “First In, First Out”, ou seja, “Primeiro que Entra, Primeiro que Sai”. No Brasil, esse conceito também pode ser encontrado como PEPS.
A lógica é baseada na ordem cronológica de entrada das mercadorias. Isso significa que os produtos recebidos primeiro devem ter prioridade nas próximas vendas, expedições, transferências ou utilizações.
Imagine que uma empresa receba três lotes de um mesmo produto:
- primeiro lote na segunda-feira;
- segundo lote na quarta-feira;
- terceiro lote na sexta-feira.
Se todos ainda estiverem disponíveis, a movimentação deve começar pelo lote recebido na segunda-feira. Somente depois que ele for utilizado é que o segundo passa a ter prioridade.
Esse método pode ser utilizado por diferentes tipos de empresas, principalmente quando existe interesse em impedir que mercadorias antigas permaneçam armazenadas enquanto novos lotes são movimentados.
O FIFO pode contribuir para:
- organização das entradas e saídas;
- redução de produtos antigos;
- melhoria do giro de estoque;
- rastreabilidade das movimentações;
- diminuição do tempo de armazenamento;
- acompanhamento dos lotes.
Para funcionar corretamente, a organização física precisa acompanhar os registros realizados no controle de estoque.
FEFO
FEFO significa “First Expired, First Out”, que pode ser entendido como “Primeiro que Vence, Primeiro que Sai”.
Nesse método, a prioridade não é determinada diretamente pela data em que a mercadoria entrou. O principal critério é a data de vencimento.
Considere dois lotes do mesmo produto. O primeiro foi recebido em janeiro e possui validade até dezembro. O segundo chegou em fevereiro, mas vence em outubro.
Se a empresa utilizasse somente a ordem de entrada, o lote de janeiro teria prioridade. Já pelo FEFO, o lote recebido em fevereiro deveria sair primeiro porque possui o vencimento mais próximo.
Esse tipo de controle pode ser especialmente relevante para produtos como:
- alimentos;
- bebidas;
- medicamentos;
- cosméticos;
- produtos de higiene;
- matérias-primas perecíveis;
- mercadorias com validade definida.
Por isso, FIFO e FEFO não devem ser considerados exatamente a mesma coisa.
Enquanto o FIFO responde à pergunta “qual produto entrou primeiro?”, o FEFO procura responder “qual produto vence primeiro?”.
Em muitas operações, a ordem de entrada e a data de validade seguem uma sequência semelhante. Entretanto, podem existir situações em que um lote recém-recebido tenha uma validade menor do que um lote antigo.
Nesses casos, controlar somente a ordem de entrada pode não ser suficiente.
LIFO
LIFO significa “Last In, First Out”, ou seja, “Último que Entra, Primeiro que Sai”. No Brasil, também pode ser associado à expressão UEPS.
A lógica funciona de maneira oposta ao FIFO. Nesse método, os produtos recebidos mais recentemente recebem prioridade na saída.
Suponha que determinado item tenha sido recebido em três momentos diferentes. Pelo LIFO, o terceiro lote seria utilizado primeiro, seguido pelo segundo e, posteriormente, pelo primeiro.
Fisicamente, essa lógica pode aparecer em estruturas nas quais os últimos itens armazenados ficam naturalmente mais acessíveis.
Imagine, por exemplo, produtos empilhados de maneira que a mercadoria adicionada por último fique no topo. Para retirar os produtos antigos seria necessário movimentar antes os mais recentes.
Apesar disso, o LIFO exige atenção especial porque pode fazer com que mercadorias antigas permaneçam armazenadas durante períodos prolongados.
Também é necessário considerar as regras contábeis e fiscais aplicáveis antes de utilizar um determinado método para critérios de avaliação de estoque. A lógica operacional de movimentação e o tratamento contábil não devem ser tratados automaticamente como a mesma coisa.
Comparação entre os métodos
As diferenças ficam mais claras quando os três modelos são comparados diretamente:
| Método | Critério de saída | Principal aplicação |
|---|---|---|
| FIFO | Ordem de entrada | Estoques em geral |
| FEFO | Data de validade | Produtos perecíveis ou com vencimento |
| LIFO | Última entrada | Situações operacionais específicas |
O FIFO busca manter uma sequência cronológica de movimentação. O FEFO concentra a prioridade na validade. Já o LIFO começa pelas unidades mais recentemente recebidas.
Por exemplo, imagine os seguintes produtos:
| Lote | Data de entrada | Validade |
|---|---|---|
| Lote A | 5 de março | 30 de novembro |
| Lote B | 15 de março | 30 de setembro |
| Lote C | 25 de março | 31 de dezembro |
Pelo FIFO, a saída começaria pelo Lote A, pois foi recebido primeiro.
Pelo FEFO, o Lote B teria prioridade, porque vence antes dos demais.
Pelo LIFO, o Lote C seria movimentado primeiro, pois representa a entrada mais recente.
Esse exemplo mostra como a escolha do método pode alterar completamente a sequência de movimentação das mesmas mercadorias.
Como escolher o método adequado
Depois de compreender o que é fifo estoque e as diferenças para FEFO e LIFO, a empresa precisa analisar qual critério faz mais sentido para sua operação.
Um dos primeiros aspectos é a característica da mercadoria. Produtos sem validade podem permitir uma organização baseada principalmente na data de entrada. Já produtos perecíveis exigem atenção especial às datas de vencimento.
Também é necessário avaliar a estrutura de armazenamento. Prateleiras, porta-paletes, câmaras, corredores e outras estruturas precisam permitir que os operadores encontrem e retirem as unidades indicadas pelo método adotado.
O volume de movimentações também influencia. Uma empresa com milhares de entradas e saídas pode precisar de controles mais estruturados para identificar lotes, datas e posições.
Outro ponto importante é a rastreabilidade. Empresas que precisam acompanhar detalhadamente a origem e o destino das mercadorias devem registrar cada movimentação de forma consistente.
Entre os critérios que podem ser analisados estão:
- características da mercadoria;
- prazo de validade;
- frequência de reposição;
- estrutura física disponível;
- volume de entradas e saídas;
- quantidade de lotes simultâneos;
- necessidade de rastreabilidade;
- risco de obsolescência;
- tempo médio de armazenamento;
- regras contábeis e operacionais aplicáveis.
Em determinados negócios, ainda pode ser necessário combinar critérios. Uma empresa pode utilizar a ordem de entrada como padrão geral e, ao mesmo tempo, verificar as datas de validade para evitar que um lote com vencimento próximo permaneça armazenado.
Por isso, a escolha entre FIFO, FEFO e outras formas de organização deve considerar a realidade da operação, permitindo que a movimentação das mercadorias siga um padrão compreensível, controlável e adequado aos produtos armazenados.
Quais são as vantagens e os desafios do FIFO Estoque?
Entender o que é fifo estoque também exige analisar os benefícios e as dificuldades envolvidas na aplicação desse método. Embora a lógica de priorizar os produtos que entraram primeiro seja simples, sua eficiência depende diretamente da organização da empresa, da qualidade dos registros e da forma como as mercadorias são armazenadas e movimentadas.
Quando o FIFO é aplicado corretamente, ele pode contribuir para reduzir produtos parados, melhorar o giro das mercadorias e facilitar o acompanhamento dos lotes. Por outro lado, falhas no recebimento, na identificação ou na separação podem comprometer a sequência e gerar divergências entre o estoque físico e as informações registradas.
Por isso, é importante observar não apenas as vantagens do método, mas também os desafios que precisam ser controlados durante sua utilização.
Principais vantagens
Uma das principais vantagens do FIFO é proporcionar uma organização mais clara para as entradas e saídas. Em vez de deixar a escolha do produto a ser retirado depender apenas da posição na prateleira ou da decisão do operador, a empresa estabelece uma regra: as unidades mais antigas devem receber prioridade.
Essa padronização contribui para diversos benefícios.
A melhor organização do estoque é um deles. Quando cada lote possui uma sequência definida, fica mais simples determinar quais unidades devem ser utilizadas nas próximas vendas, transferências ou expedições.
Outro benefício importante é a redução de perdas. Produtos armazenados durante muito tempo podem sofrer diferentes problemas, como:
- vencimento;
- deterioração;
- avarias;
- obsolescência;
- perda de valor comercial;
- alterações de coleção ou modelo.
Ao movimentar primeiro os produtos antigos, a empresa reduz o risco de mantê-los armazenados desnecessariamente.
O FIFO também pode contribuir para um maior giro das mercadorias. Os produtos que já estavam disponíveis são utilizados antes das novas reposições, criando uma sequência mais contínua entre entrada, armazenamento e saída.
Essa característica é especialmente relevante em empresas que realizam compras frequentes. Sem um padrão, novos lotes podem entrar continuamente enquanto unidades antigas permanecem esquecidas.
Outra vantagem é a redução desse risco de esquecimento. Se o estoque estiver corretamente organizado, o recebimento de novos produtos não deve impedir o acesso às mercadorias anteriores.
A rastreabilidade também pode ser melhorada. Ao manter informações sobre data de entrada, lote, quantidade e movimentações realizadas, a empresa consegue acompanhar melhor a trajetória das mercadorias dentro do estoque.
Esse controle facilita situações como:
- análise de divergências;
- conferência de inventário;
- localização de lotes;
- identificação da origem de uma mercadoria;
- acompanhamento de produtos armazenados há mais tempo.
A identificação por lote também se torna mais útil quando existe uma sequência de movimentação definida. Em vez de visualizar apenas o saldo total do produto, a empresa consegue entender como essa quantidade está distribuída entre diferentes recebimentos.
O método ainda contribui para uma maior previsibilidade das movimentações. Ao saber qual lote deve sair primeiro, os responsáveis pelo estoque podem organizar a separação de maneira mais padronizada e reduzir decisões improvisadas durante a operação.
Desafios na utilização
Apesar dos benefícios, compreender o que é fifo estoque na prática também significa reconhecer que o método exige disciplina operacional.
Um dos primeiros desafios é a organização física.
Não adianta o sistema indicar que determinado lote deve sair primeiro se ele estiver localizado atrás de diversas mercadorias recebidas posteriormente. Nessa situação, o operador pode acabar escolhendo o produto mais acessível, deixando o lote antigo armazenado.
Por isso, prateleiras, corredores, porta-paletes e outras áreas devem ser organizados para facilitar o acesso às unidades que possuem prioridade.
Outro desafio envolve registros incorretos de entrada. Se uma mercadoria for recebida em uma data, mas registrada posteriormente ou com informações erradas, o controle poderá apresentar uma sequência diferente da realidade.
Também pode ocorrer de produtos serem armazenados fora da ordem prevista. Mesmo que as entradas estejam corretas no sistema, misturar lotes sem identificação dificulta saber quais unidades chegaram primeiro.
Operações com alto volume apresentam desafios adicionais. Uma pequena empresa pode acompanhar poucos lotes manualmente, mas uma distribuidora com milhares de movimentações diárias precisa de processos mais estruturados.
Quanto maior o volume, maior a necessidade de controlar:
- datas de entrada;
- lotes;
- endereçamento;
- quantidades;
- transferências internas;
- separações;
- devoluções;
- ajustes.
A falta de identificação dos lotes também pode comprometer a utilização do FIFO. Se duas mercadorias visualmente iguais pertencem a recebimentos diferentes, mas não existe nenhuma informação que permita distingui-las, torna-se difícil aplicar a ordem correta.
Outro problema são as movimentações realizadas sem registro.
Imagine que um operador retire 30 unidades fisicamente, mas nenhuma baixa seja realizada no controle. O sistema continuará considerando essas unidades disponíveis.
Em outra situação, a saída pode ser registrada no lote errado. Nesse caso, o saldo total do produto até pode continuar correto, porém a composição por lote ficará diferente da realidade.
Essas situações prejudicam a rastreabilidade e podem fazer com que as próximas decisões sejam baseadas em informações incorretas.
Quando o FIFO pode não ser suficiente
Embora seja útil para organizar a movimentação de muitos estoques, o FIFO não deve ser considerado uma solução adequada para todas as situações de maneira isolada.
Um dos principais exemplos envolve produtos com prazo de validade.
O FIFO considera a ordem de entrada. Entretanto, o produto que chegou primeiro nem sempre é aquele que vencerá primeiro.
Considere dois lotes de uma mercadoria:
- Lote A recebido em março, com vencimento em dezembro;
- Lote B recebido em abril, com vencimento em setembro.
Pela lógica FIFO, o Lote A teria prioridade porque entrou primeiro. Contudo, observando a validade, o Lote B apresenta maior urgência de saída.
Nesse cenário, a empresa precisa considerar também critérios relacionados ao vencimento. Métodos como FEFO, que priorizam aquilo que vence primeiro, podem ser mais adequados ou utilizados em conjunto com outros controles.
Também existem operações nas quais devem ser consideradas características específicas, como:
- condições de armazenamento;
- qualidade do produto;
- número do lote;
- exigências de rastreabilidade;
- características de conservação;
- restrições operacionais;
- regras aplicáveis ao setor.
Uma empresa pode, por exemplo, utilizar FIFO como padrão para a maioria das mercadorias, mas adotar a validade como prioridade para determinados grupos de produtos.
Por isso, a aplicação do método deve acompanhar as características reais do estoque. Mais do que seguir uma regra de forma automática, a empresa precisa estabelecer critérios que permitam movimentar as mercadorias de maneira organizada, segura e compatível com cada tipo de produto.
Como um sistema de estoque facilita a aplicação do FIFO?
Depois de compreender o que é fifo estoque, fica mais fácil perceber por que a tecnologia pode ajudar na aplicação desse método. Em operações com poucos produtos, algumas informações podem até ser acompanhadas manualmente. Entretanto, conforme aumentam o número de itens, a quantidade de lotes e o volume de entradas e saídas, o controle se torna mais complexo.
Um sistema de estoque pode centralizar as movimentações e criar um histórico das operações realizadas. Dessa forma, a empresa consegue consultar quando determinada mercadoria entrou, qual quantidade ainda está disponível, a qual lote pertence e quais movimentações ocorreram ao longo do período.
Essa organização ajuda a manter a sequência de saída de maneira mais consistente e reduz a dependência de controles paralelos, anotações manuais ou planilhas desconectadas da operação.
Registro automático das movimentações
Um dos principais benefícios de um sistema de estoque está no registro das movimentações.
Quando uma entrada é realizada, informações como produto, quantidade, data, lote e fornecedor podem ficar armazenadas no histórico. Já nas saídas, o sistema pode registrar qual quantidade foi movimentada e quando a operação aconteceu.
Isso permite acompanhar cronologicamente as entradas e saídas.
Por exemplo, se determinado produto tiver três recebimentos diferentes, será possível visualizar:
- quando cada entrada aconteceu;
- quantas unidades foram recebidas;
- quanto já saiu;
- qual quantidade permanece disponível;
- quais lotes ainda possuem saldo.
Esse histórico facilita a aplicação do FIFO porque permite identificar quais mercadorias entraram primeiro.
Além disso, caso surja uma diferença entre o estoque físico e o registrado, o responsável pode consultar as movimentações anteriores para investigar a origem da divergência.
Controle de lotes
O controle de lotes é especialmente importante quando a empresa recebe várias unidades do mesmo produto em momentos diferentes.
Visualizar apenas o saldo total pode não ser suficiente.
Imagine que o sistema indique 500 unidades disponíveis. Essa quantidade pode estar dividida em:
- 100 unidades do lote A;
- 150 unidades do lote B;
- 250 unidades do lote C.
Para aplicar corretamente o que é fifo estoque, é necessário saber qual desses lotes entrou primeiro.
Um sistema com controle de lotes permite manter essa separação registrada. Dessa maneira, as quantidades não ficam agrupadas apenas em um saldo geral.
Isso também melhora a rastreabilidade, pois possibilita identificar quais movimentações pertencem a determinado lote.
Controle de validade
Além da ordem de entrada, determinados produtos exigem acompanhamento de validade.
O sistema pode armazenar informações relacionadas à data de vencimento e facilitar a identificação de mercadorias que estão se aproximando desse prazo.
Esse recurso pode ser particularmente útil para:
- alimentos;
- bebidas;
- medicamentos;
- cosméticos;
- matérias-primas;
- produtos de higiene;
- mercadorias perecíveis.
Apesar disso, é importante lembrar que FIFO e controle de validade utilizam critérios diferentes.
O FIFO considera a ordem de entrada, enquanto situações envolvendo vencimento podem exigir também uma análise da data de validade.
Por isso, acompanhar as duas informações permite tomar decisões mais adequadas quando um produto recém-recebido possui vencimento anterior ao de um lote mais antigo.
Rastreabilidade das entradas e saídas
A rastreabilidade permite acompanhar o histórico de uma mercadoria desde sua entrada até sua saída.
Com um sistema de estoque, a empresa pode consultar informações como:
- data do recebimento;
- fornecedor;
- lote;
- quantidade recebida;
- movimentações posteriores;
- transferências;
- devoluções;
- ajustes;
- saldo restante.
Esse histórico pode ser importante quando existe a necessidade de localizar a origem de uma diferença de estoque ou verificar por que determinado lote ainda permanece disponível.
Também facilita conferências durante inventários.
Se o saldo físico estiver diferente do sistema, o responsável poderá analisar cronologicamente as movimentações para identificar possíveis erros de entrada, saída ou ajuste.
Integração entre compras, vendas e estoque
Um sistema integrado pode reduzir a necessidade de lançar a mesma informação várias vezes em setores diferentes.
Quando uma compra é recebida, por exemplo, ela pode gerar uma entrada no estoque. Da mesma forma, uma venda concluída pode gerar a respectiva saída.
Essa integração ajuda a manter o saldo atualizado conforme as operações acontecem.
O fluxo pode seguir uma lógica como:
compra → recebimento → entrada no estoque → armazenamento → venda → saída do estoque.
Quando essas etapas estão integradas, diminui o risco de uma mercadoria entrar fisicamente e não aparecer no controle ou de uma venda acontecer sem a correspondente atualização da quantidade disponível.
Esse ponto é importante para o FIFO, porque a ordem de saída depende diretamente da confiabilidade das entradas registradas anteriormente.
Relatórios para acompanhamento
Relatórios ajudam a transformar as movimentações do dia a dia em informações que podem ser analisadas pelos responsáveis pelo estoque.
Entre os relatórios que podem contribuir para o acompanhamento estão:
- saldo de estoque;
- histórico de movimentações;
- produtos sem giro;
- controle por lote;
- produtos próximos do vencimento;
- entradas por período;
- saídas por período.
O relatório de saldo permite visualizar as quantidades disponíveis.
Já o histórico de movimentações ajuda a entender como determinado produto chegou ao saldo atual.
Os produtos sem giro também merecem atenção. Se um item continua disponível por muito tempo, mesmo com novas entradas sendo realizadas, pode existir um problema na sequência de separação ou na própria demanda da mercadoria.
Relatórios de lotes e validade complementam esse acompanhamento ao permitir uma visão mais detalhada da composição do estoque.
Código de barras
A utilização de código de barras pode tornar a identificação dos produtos mais rápida durante as movimentações.
No recebimento, o operador pode identificar a mercadoria e registrar sua entrada. Na separação, o código também pode ser utilizado para conferir se o item retirado corresponde ao produto esperado.
Esse recurso ajuda a diminuir erros causados por digitação manual, principalmente quando existem produtos com códigos ou descrições semelhantes.
O código de barras pode ser utilizado em atividades como:
- recebimento;
- separação;
- transferência;
- inventário;
- conferência;
- expedição;
- venda.
Entretanto, o código sozinho não garante a aplicação do FIFO. Ele funciona como um recurso de identificação dentro de uma rotina que também precisa considerar data de entrada, lote, localização e sequência de saída.
Quando registro das movimentações, controle de lotes, validade, rastreabilidade, integração e identificação trabalham em conjunto, o sistema de estoque pode facilitar significativamente a aplicação do método e tornar o acompanhamento das mercadorias mais organizado.
Boas práticas para manter o FIFO funcionando corretamente
Depois de entender o que é fifo estoque, é importante estabelecer uma rotina capaz de manter o método funcionando corretamente ao longo do tempo. A aplicação do FIFO não depende apenas de organizar os produtos uma única vez. É necessário acompanhar constantemente as entradas, saídas, lotes, endereços de armazenamento e diferenças encontradas durante os inventários.
Quando os procedimentos não são padronizados, podem surgir problemas como retirada do lote errado, mercadorias antigas esquecidas, movimentações sem registro ou diferenças entre o estoque físico e o sistema. Por isso, algumas boas práticas ajudam a preservar a sequência de entrada e saída e tornam o controle mais confiável.
Realizar inventários periódicos
O inventário é uma das principais ferramentas para verificar se as informações registradas correspondem às quantidades realmente existentes no estoque.
A empresa pode realizar contagens periódicas e comparar os resultados com o saldo apresentado no sistema. Quando são encontradas diferenças, é importante investigar a origem antes de simplesmente realizar um ajuste.
Entre as possíveis causas de divergências estão:
- entradas registradas incorretamente;
- vendas sem baixa no estoque;
- devoluções não registradas;
- perdas e avarias;
- transferências entre locais;
- produtos armazenados no endereço errado;
- erros durante a separação.
Além do saldo total, empresas que trabalham com diferentes lotes devem conferir a quantidade existente em cada um deles.
Por exemplo, o sistema pode indicar 100 unidades totais, sendo 40 do lote antigo e 60 do mais recente. Se fisicamente forem encontradas as mesmas 100 unidades, mas distribuídas de maneira diferente entre os lotes, existe uma divergência que pode comprometer a sequência FIFO.
Inventários periódicos ajudam a identificar esses problemas antes que se acumulem.
Manter os endereços de armazenamento organizados
A organização física precisa facilitar a retirada das mercadorias mais antigas.
Quando os produtos mais novos são constantemente colocados na frente dos antigos, o operador pode acabar escolhendo aquilo que está mais acessível, mesmo que exista um lote anterior aguardando movimentação.
Uma estrutura organizada pode utilizar:
- corredores;
- prateleiras;
- posições;
- porta-paletes;
- setores;
- endereços específicos para cada lote.
Os novos recebimentos devem ser posicionados de maneira que não impeçam o acesso às mercadorias anteriores.
Também é importante evitar mudanças frequentes de endereço sem registro. Se o sistema indicar que um lote está em determinada posição, mas fisicamente ele foi movimentado para outro local, a separação pode ficar mais demorada e sujeita a erros.
Padronizar o recebimento
A aplicação do FIFO começa antes mesmo da mercadoria ser armazenada. Por isso, o recebimento precisa seguir uma rotina definida.
Durante essa etapa, a equipe deve conferir as informações dos produtos e registrar os dados necessários para identificar posteriormente a ordem das entradas.
O processo pode incluir:
- conferência da mercadoria;
- verificação da quantidade;
- identificação do produto;
- registro da data de entrada;
- identificação do lote;
- conferência da validade;
- definição do endereço de armazenamento.
Uma entrada incorreta pode afetar todas as etapas seguintes.
Se determinado lote for recebido antes de outro, mas sua data estiver registrada incorretamente, o controle poderá indicar uma sequência diferente daquela que realmente ocorreu.
Por isso, padronizar o recebimento reduz improvisações e ajuda a garantir que todos os produtos sejam registrados seguindo o mesmo procedimento.
Acompanhar produtos com baixo giro
Produtos que permanecem armazenados por muito tempo merecem atenção.
Mesmo utilizando FIFO, algumas mercadorias podem apresentar baixo giro devido à queda nas vendas, compras em excesso, mudanças de demanda ou sazonalidade.
A empresa pode acompanhar periodicamente quais itens estão há mais tempo sem movimentação e avaliar as possíveis causas.
Esse acompanhamento ajuda a identificar situações como:
- compras acima da necessidade;
- produtos com pouca demanda;
- mercadorias antigas esquecidas;
- excesso de estoque;
- itens próximos da obsolescência;
- produtos com risco de vencimento.
Também é importante observar se um produto com vendas frequentes possui algum lote antigo que continua sem movimentação. Nesse caso, pode existir uma falha na aplicação do FIFO.
Treinar a equipe
A organização do estoque depende diretamente das pessoas responsáveis pelas movimentações.
Todos os colaboradores envolvidos no recebimento, armazenamento, separação, inventário e expedição precisam compreender qual lote deve receber prioridade.
O treinamento deve explicar não apenas a regra, mas também como ela deve ser aplicada na rotina.
A equipe precisa saber:
- como identificar o lote mais antigo;
- onde consultar a data de entrada;
- como armazenar novos recebimentos;
- como registrar uma movimentação;
- o que fazer quando encontrar uma divergência;
- como agir quando houver produtos próximos do vencimento.
Quando cada funcionário utiliza um critério diferente, a sequência de movimentação pode ser perdida rapidamente.
Por isso, procedimentos simples e padronizados ajudam a manter todos seguindo a mesma lógica.
Monitorar indicadores de estoque
Indicadores ajudam a avaliar se a gestão das mercadorias está apresentando os resultados esperados.
Um dos principais é o giro de estoque, que mostra quantas vezes determinado estoque é renovado durante um período.
Também pode ser analisada a cobertura de estoque, utilizada para entender por quanto tempo a quantidade disponível consegue atender a demanda prevista.
Outros indicadores relevantes incluem:
- giro de estoque;
- cobertura de estoque;
- tempo médio de permanência;
- índice de perdas;
- quantidade de produtos sem movimentação;
- divergências encontradas nos inventários.
O tempo médio de permanência pode ajudar a identificar produtos que estão ficando armazenados por períodos acima do esperado.
Já o índice de perdas permite acompanhar problemas relacionados a vencimentos, avarias, deterioração ou outras situações que reduzem o estoque disponível.
As divergências de inventário também devem ser acompanhadas. Caso aumentem continuamente, pode existir uma falha nos processos de recebimento, venda, transferência ou separação.
Evitar erros comuns
Conhecer o que é fifo estoque não garante que o método seja aplicado corretamente. Pequenos erros operacionais podem comprometer a sequência das mercadorias.
Um dos problemas mais frequentes é retirar o lote errado. Isso pode acontecer porque o produto mais recente está em uma posição mais acessível ou porque os lotes não possuem identificação clara.
Outro erro é realizar movimentações sem registro. Quando uma mercadoria sai fisicamente, mas continua aparecendo no sistema, o saldo deixa de representar a realidade.
Misturar produtos antigos e novos sem qualquer identificação também dificulta determinar qual item deve ser movimentado primeiro.
Outro cuidado importante envolve os ajustes de estoque. Encontrar uma diferença e simplesmente alterar o saldo pode corrigir o número apresentado naquele momento, mas não resolve necessariamente a causa do problema.
Antes de ajustar uma divergência, é recomendável verificar:
- histórico de entradas;
- vendas realizadas;
- devoluções;
- transferências;
- perdas;
- inventários anteriores;
- movimentações por lote.
Dessa forma, a empresa consegue identificar a origem do erro e adotar medidas para reduzir a possibilidade de repetição. Mantendo inventários, endereçamento, recebimento, treinamento e acompanhamento de indicadores alinhados, torna-se mais fácil preservar a sequência FIFO e manter as informações do estoque organizadas.
Conclusão: vale a pena utilizar FIFO no estoque?
Compreender o que é fifo estoque é fundamental para empresas que desejam organizar melhor a entrada e a saída de mercadorias. A lógica do método é simples: os produtos recebidos primeiro devem ter prioridade nas movimentações seguintes, evitando que itens antigos permaneçam armazenados enquanto novas unidades são utilizadas.
Quando essa prática é aplicada corretamente, o estoque passa a seguir uma sequência mais organizada. Isso pode facilitar o controle dos lotes, reduzir o tempo de permanência das mercadorias e melhorar a identificação dos produtos que precisam ser movimentados primeiro.
Entre os principais benefícios estão a redução de perdas, a melhoria do giro de estoque e o aumento da rastreabilidade. Produtos antigos deixam de ser facilmente esquecidos, enquanto o histórico de entradas e saídas permite acompanhar com maior precisão a movimentação das mercadorias.
Entretanto, apenas decidir utilizar o FIFO não é suficiente. A empresa precisa manter seus cadastros atualizados, registrar corretamente todas as movimentações e garantir que a organização física siga a mesma lógica apresentada pelo controle do estoque.
O recebimento, armazenamento, separação, venda e inventário precisam funcionar de forma integrada. Se uma mercadoria for registrada corretamente, mas armazenada em um local que dificulta sua retirada, por exemplo, a sequência pode ser comprometida. Da mesma forma, retirar o produto correto sem registrar a saída pode gerar divergências posteriormente.
Por isso, inventários periódicos, identificação de lotes, conferência das entradas, treinamento da equipe e acompanhamento de produtos com baixo giro devem fazer parte da rotina.
Um sistema de gestão também pode facilitar esse processo ao centralizar informações sobre entradas, saídas, lotes, saldos e históricos de movimentação. Com esses dados disponíveis, torna-se mais simples verificar a composição do estoque, identificar produtos armazenados há mais tempo e investigar possíveis divergências.
A adoção do FIFO pode ser especialmente vantajosa para empresas que recebem reposições frequentes, trabalham com diferentes lotes ou precisam reduzir o risco de mercadorias antigas permanecerem paradas.
Quando os procedimentos são bem definidos e as informações permanecem atualizadas, a empresa consegue manter um estoque mais organizado e tomar decisões com base em dados mais confiáveis. Assim, o FIFO pode fazer parte de uma estratégia de controle que busca melhorar a movimentação das mercadorias, reduzir desperdícios e proporcionar maior previsibilidade para a operação.
Organize seu estoque com mais eficiência
Tenha mais controle sobre entradas, saídas, lotes e movimentações do estoque. Utilize um sistema de gestão para acompanhar as mercadorias com mais organização, reduzir perdas e facilitar a aplicação do método FIFO no dia a dia da empresa.
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